terça-feira, 10 de setembro de 2013

"Me sentia imensamente bem, mas acho que não era de felicidade, era esperança." [Vanessa Leonardi]

Postado por Flá às 18:29 0 comentários

"-Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
-Esperança? Não me diga que você está com esperança!
-Estou, estou."
[Caio F. Abreu]

Tudo começou quando você não me quis mais.

Postado por Flá às 18:27 0 comentários


-Você tem certeza do que está dizendo, Daniel? – ela perguntava sentada na cama e o encarando com os olhos inchados pelo excesso de choro.
-Tenho, Mariana, desculpa. – ele abaixou a cabeça sem conseguir entender o que estava acontecendo exatamente depois de tanto tempo de namoro – Você mesma terminou comigo há alguns meses.
-Eu sei, mas também fui eu quem te ligo implorando para voltar, eu me arrependi e não entendo, não pode ser por isso que você está tomando essa decisão agora!
-Claro que não! Você sabe que eu não faria isso. – ele sorriu, mas era diferente, tinha uma ponta de tristeza – Eu queria era me casar com você, mas algo mudou, eu não sei te explicar. Na verdade, não sei o motivo de ter voltado com você.
-Você tem outra? – ela se levantou  com uma ponta de irritação saindo pela voz – Me fala a verdade!
-Claro que não, Mariana! – ele alterou o tom e respirou fundo para se controlar novamente – Eu não terminaria com você por ter outra em vista, apesar de ter me interessado por outra enquanto estávamos separados. Mas eu não te escondi isso, se fosse por ela ou por qualquer outra, eu nem teria voltado. É pela gente, simples assim.
-Simples? – ela prendeu o cabelo, era um verdadeiro sinal de nervosismo. – Como você pode dizer que é simples terminar um relacionamento de cinco anos?
-Tudo tem que ser complicado? Eu não te amo mais, não dificulte ainda mais, não faz isso comigo. – a impaciência estava cada vez mais evidente.
-Não, eu não to dificultando nada, Daniel! – foi a vez dela alterar a voz, a diferença é que se manteve assim – Eu só quero entender onde a gente se perdeu.
-Isso eu também não sei te responder, mas pode ter certeza de que eu lamento. Eu te amei muito. – ele a encarou e ela pode sentir a verdade saindo de seus olhos.
-Eu nunca quis te perder, mas é verdade também que nossas vidas são bastante diferentes, não é? – ela foi quem sorriu de maneira triste.
-É. – ele a beijou na testa de uma maneira carinhosa – Se cuida.

Ele pegou a bolsa que tinha as suas coisas e saiu pela porta sem nem olhar para trás. Ele tinha que seguir seu caminho. Não havia espaço para olhar para trás.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Quanto querer cabe em meu coração?

Postado por Flá às 13:27 0 comentários




 
- Marina! – ela ouviu uma voz lhe chamar e sabia a quem pertencia, ainda buscava maneiras de ouvi-la todos os dias, então virou-se rapidamente.
-Fábio? – perguntou, sem esconder a surpresa, não contava que ele já estivesse na cidade.
-Quanto tempo! – a voz dele soava calma, como se nada tivesse acontecido e os meses não tivessem passado – Senti sua falta.
-Eu também, – ela admitiu com relutância, não deveria demonstrar o quanto ele lhe era importante – mas a vida sempre tem que continuar, não é?
-Acho que sim – ele deu de ombros – o problema é quando continua de uma maneira que não queremos e sem que estejamos felizes.
-Seu namoro... – ela se interrompeu e pensou por qual motivo o namoro dele ou mesmo o dela vinham sempre em pauta – você não está bem com ela?
-São vários anos já, me acostumei. – a resposta que obtinha era sempre a mesma e se perguntava se não sentia a mesma coisa pelo seu próprio namorado, eram tantos anos também – eu vou tocar aqui hoje.
-Eu sei – ela lamentava ter tantos amigos em comum com ele e não ter pra onde fugir, ninguém sabia que já houve algo entre eles – eu vou te ver, todo mundo vem.
-É só isso? – ele percebera a falta de entusiasmo – Você vem só por todo mundo vir também?
-É. – ela respirou fundo antes de lembra-lo de todas as promessas feitas e não cumpridas – Você sabe que eu não quero mais te ver tocando, ainda mais no mesmo bar em que nos conhecemos.
-Mesmo tanto tempo depois, Marina? – o nome lhe soou estranho, não estava acostumada com ele lhe chamando daquela maneira – Achei que pudéssemos ser amigos como antes.
-Nunca houve de fato um antes, você sabe disso. – eles apenas se conheciam, nunca foram amigos – Não quero discutir também, é passado, você mesmo disse que já faz muito tempo. Estarei aqui assim que o bar abrir, você conhece os seus amigos melhor que eu.
-Nossos – ele deu um sorriso de canto que fez o coração dela disparar, e ele sabia do efeito – não que pedir nenhuma música?
-Não, – ela deu de ombros e se perguntou se ele ainda lembrava qual era sua música preferida – confio no seu repertório. Eu tenho que ir, até mais tarde.
-Até. – ela continuou seu caminho se perguntando o motivo de não superar tudo aquilo quando ouviu lhe chamar mais uma vez e se virou – Prometo que toco Samurai do Djavan pra você.
Ele piscou. Ela sorriu. Ele sabia.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"Aos caminhos, eu entrego o nosso encontro." [C.F.]

Postado por Flá às 12:06 0 comentários
"E não adianta fugir, cedo ou tarde você vai subir nesse trem. Se ele vai passar por cima de novo ou você vai descer salvo na estação, ninguém sabe. Viver sobre trilhos é sempre arriscado."
[Gabito Nunes]





"Nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos, provavelmente nos tocar - e de repente tudo pode realmente ser. Ou não."
[Caio Fernando Abreu]

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Para o amor, um banco de praça já basta. Ou ficar na frente do portão. Ou uma xícara de café. Amor é mesmo um filme de baixo orçamento." [ Fabrício Carpinejar]

Postado por Flá às 14:11 0 comentários





"Foi e foi e foi. Aquilo que dizem sobre o que é ser.Simplesmente fomos e continuamos sendo. Vejo você me olhar sabendo que, inexplicavelmente, justo eu, te aceito seja lá como for. Você, idem. Não fomos fáceis a nada e nem a ninguém, mas cá estamos!"
[Tati Bernardi]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Felicidade independe de inúmeras circunstâncias para inaugurar recomeços. E eu sou uma mulher de muitos inícios." [Vanessa Leonardi]

Postado por Flá às 14:31 0 comentários




"Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser. Quando chover, deixa molhar pra receber o sol quando voltar."
[Marcelo Jeneci]

domingo, 27 de janeiro de 2013

"Amar é entrar um no tempo do outro" [Pe. Fábio de Melo]

Postado por Flá às 13:36 0 comentários



"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."
[Caio F. Abreu]

sábado, 19 de janeiro de 2013

"...Quem tem que ter medo da exposição é criminoso, não gente do bem. Aceitar nossas falhas melhora o nosso humor." [Fabrício Capinejar]

Postado por Flá às 17:38 0 comentários
"Tô pagando pra ver sim, tô com a cara exposta sim, e pode doer o quanto for, podem maldizer o quanto for, o sorriso que eu levo hoje apaga todos os rastros. Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói. Ser feliz não dói."
[Tati Bernardi]



"Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período chamado de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde, olheiras, uma cara amassada e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi um trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega."
[Clarissa Corrêa]

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Duele.

Postado por Flá às 18:15 0 comentários

-O que você está fazendo aqui? – Ela perguntou assustada ao sentir a presença do marido no quarto e enquanto terminava de colocar as sapatilhas nos pés inchados.
-Não posso chegar mais cedo do trabalho? – ele afrouxou a gravata e a viu revirar os olhos – Sinto saudades também, Eve, mesmo que você não acredite.
-Claro que pode, só não te esperava – ela passou a mão pelos cabelos – Mas já que está aqui, pode me ajudar a levantar? Sua filha pesa e muito, talvez tenha puxado a minha compulsão por comida.
-Sua compulsão é por doces, apenas e você sabe – ela deu de ombros, ele sorriu – acho que por massas também, por isso eu vim te chamar pra jantar fora, tem uma nova cantina italiana no prédio do escritório.
-Nunca vai deixar de me levar nos arredores do seu trabalho? – ela o encarou com os braços cruzados e sugestivamente apoiados na barriga.
-Não vamos discutir de novo, vamos? – Ele abriu o guarda-roupa procurando algo que combinasse com o vestido dela.
-Foi você quem começou sugerindo o lugar! Por favor, John, eu não quero ir lá e cruzar com alguém. – Ela quase chorava, passara nove meses jogando a culpa nos hormônios e agora se perguntava o que iria fazer.
-Ainda não superou o que ocorreu? Nós vamos ter uma filha, linda se puxar a mãe e que eu já amo tanto, Eve, você não pode imaginar.
-Não duvido que você já a ame, é a sua filha tanto quanto minha – agora sua voz trazia também traços de impaciência – mas e eu? Você também me ama?
-São sentimentos diferentes! – ele se sentou na cama com um ar de derrotado.
-É o que se espera realmente, ela é sua filha e eu ainda sou sua mulher. – ela cogitou se sentar, a barriga pesava, mas não queria sofrer para se levantar depois caso precisasse sair rápido, tinha medo dos rumos que a conversa tomaria.
-Por mim, você será sempre a minha mulher, aquilo não foi nada. – ele a encarou como se suplicasse o fim da discussão.
-Foi a sua mulher se negando a ter algo com você por um enjoo de uma gravidez que ela ainda nem sabia e no dia seguinte você se deitando com aquela mulher. – talvez fosse melhor parar, mas ela tinha esperanças dele dizer algo que a fizesse mudar de ideia, algo que a fizesse desistir de sair da maternidade direto para um apartamento – Foi isso que ocorreu, simples, não?
-Nem um pouco! – ele elevou o tom e logo se arrependeu – Eu fui trabalhar, peguei um pouco da bebida do escritório e acabei exagerando, no outro dia só me lembrei da dor de cabeça, você sabe! Se ela não estivesse do meu lado, eu nem poderia imaginar.
-Se ela não estivesse do seu lado, eu não saberia também, era um sábado de manhã, ninguém veria, mas eu tive a brilhante ideia de ir fazer as pazes para poder te contar que o teste tinha dado positivo!
-Apesar de tudo, a sua melhor decisão. Pensa que depois daquele dia eu nem se quer dormi outra vez do seu lado, nem literalmente dormir! – ele colocou a cabeça entre as mãos.
-Você realmente não entende o que eu queria, John, você nunca vai entender e eu me pergunto quando foi que nosso casamento desandou, não pode ter sido simplesmente naquele dia! – a dor veio em uma pontada forte que foi impossível permanecer de pé, por mais que quisesse. Também foi impossível conter um gemido.
-Você está bem? – ele perguntou aflito ao ver uma lágrima escorrer.
-Não sei – ela estava sendo sincera – acho que sim.
-Então o que houve? – ele insistiu realmente preocupado.
-Acho que... – ela gaguejou sentindo o líquido escorrer e olhando para as pernas – que a bolsa estourou, mas não faltam pelo menos duas semanas?
-Talvez não, talvez ela tenha se apressado e agora também nem é hora para contas! – ele sorria, mas a voz saia tremendo de nervoso, igual suas mãos que também tremiam. – O que eu faço?
-Pega a bolsa dela, eu já deixei tudo pronto, me coloca no seu carro e me leva para o hospital, pode fazer esse favor?
-Agora não, Eve, dá um tempo nessa sua ironia! – ele disse revirando o guarda-roupa atrás da bolsa – Alguma coisa a mais? Pra você?
-Agora não, vou ter essa menina e depois penso no que eu preciso e peço para alguém vir pegar – ela tentava se levantar e ele correu para ajudá-la.
-Já que você não vai dar um tempo, eu preciso avisar que sou eu quem vai vir pegar as coisas e te levar, tá? Mas só farei isso nos segundos que não puder estar ao lado das mulheres da minha vida.
-Da mulher – ela forçou um sorriso e pensou se teria que forçar mesmo se não estivesse em um carro indo para o hospital em pleno trabalho de parto. – Você nunca foi ruim em concordâncias de plural.
-Das mulheres – ele sorriu e olhou rápido para ela enquanto o trânsito continuava parado – Eu precisei ver essa semana para criar coragem, meu amor.
-Meu o quê? – a expressão dela misturava à dor a indignação que surgiu no fim da frase.
-Eu te amo, Eve – ele sorriu e ela também, esperara cinco anos por aquela frase. Ele colocou a mão sobre a barriga – E te amo também, pequena.
Ambos se encararam sorrindo e finalmente chegaram destino.

Das mudanças da vida.

Postado por Flá às 17:28 0 comentários

A vida da gente muda, o tempo passa e algumas coisas não ficam iguais ou nada fica igual e a diferença está só na intensidade com que elas mudaram, mas enfim. O fato é que de repente algo se perdeu no passado e esse passado acabou ficando longe demais para você saber como consertar as coisas. Esgota-se a esperança de ver esse tempo remontado no futuro e acabam, junto, as esperanças de ver os planos feitos para o futuro se concretizar!
O algo ainda está ali, presente em seu dia-a-dia e a sua vista em todos os momentos. Ele ainda tem os mesmo planos, como você ainda tem os seus mesmos planos, mas é fato de que os planos seguem faltando esse algo, essa parte, essa pessoa... Mas você vê que eles não estão totalmente incompletos, estão sim sem um pouco do sentido e da razão, mas talvez seja por uma boa causa, já não diziam que “há males que vem para bem”?
Ainda seguindo a linha de frases populares... Estou naquela de que “o que não tem remédio, remediado está”! Claro que ainda há esperança, ela sempre vai estar (porque seria clichê demais para um texto só dizer que ela é a última que morre); a esperança de tudo se resolver, de ver tudo bem, tudo normal não pode desaparecer nunca, mas também é impossível não nos dedicarmos para a realidade que é o que de fato está diante dos nossos olhos e do alcance das nossas mãos.
Dizem que “promessa é dívida” (e eu começo a achar que não estou com muita criatividade) e eu pretendo pagar essas dívidas, honrar com cada promessa feita, ainda que não dependa só de mim, mas no que depender...

 

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