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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

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Postado por Flá às 11:35 0 comentários

Preciso arrumar a mala dos meus sentimentos eorganizar a bagunça que se faz em meu interior.Um cheiro de mofo querendo tomar conta de tudo.A coragem adiada pelo medo de arriscar outra vez,escrava das consequências de atitudes tolas.A paz sufocada pela ansiedade do amanhãque tenta aprisionar a fé…E matar a esperança!Ahh… Mas eu vou lutar, apesar disso!Não vou deixar morrer meus sonhosporque a gente não pode desistir da vida.

A verdade é que, no meio da multidão, estamos carregando nossas malas pesadas de riquezas e belezas e sentimentos. E uma hora, só porque acontece e não se pode explicar sem parecer ingênuo e arrogante, escolhemos uma pessoa que nos leve.
Eu sei que é amor porque eu te escolhi pra me levar e, mesmo você não tendo aceitado, eu fui.
[...]
A mala não te atingiu, caiu meio metro antes do seu último passo. Nem o som do meu peito desmoronado, nem o cheiro do meu amor metalizado, nem a luz da minha devoção dourada. A mala espatifou no meio da avenida caótica pela chuva e pela véspera do feriado. Os famintos, os entediados, os pobre-ninguéns, os todos-os-outros, se engalfinharam pra tirar proveito do amor que, lançado ao homem sem mãos aparentes, agora ficou esparramado, exposto e restante no asfalto, como um resto de feira reluzente.

Tati Bernardi

domingo, 17 de novembro de 2013

Do (não) amor.

Postado por Flá às 15:12 0 comentários



"- O tempo do outro demora uma eternidade. O tempo do outro demora duzentas mil vezes o espaço que eu dou para o tempo do outro. Eu preciso ver a outra pessoa para saber se de fato gosto dela, mas não consigo. Minha ânsia de amar é tão grande que me apaixonei criança por um vulto e até hoje fico pegando coisas reais para tentar preenchê-lo, mas o amor vive vazio. É como se eu tivesse te comprado, ou melhor: te inventado. A pior vingança de quem ousa inventar um amor é o personagem criar vida própria. Eu não respeito você. Não me importa sua hesitação. Qualquer tempo seu longe de mim é uma ofensa pessoal.
- Eu só tô te conhecendo, entende? Foi legal e tudo. Mas amor? Quem é que ama em uma semana?
- Eu
- Você acha que me ama, mas você não ta me vendo. Você tem uma sala na sua cabeça. Uma sala com um homem sentado no centro dela. Esse homem tem uma xícara de chá e um quadro e um tapete. Você não ama, você faz entrevista de ator pra cena que tem na sua cabeça. Você quer saber exatamente o que eu penso desde que seja exatamente o que você quer que eu pense. Você me chama de frio mas frieza é desconsiderar totalmente a outra pessoa como você faz. É desrespeitar o tempo dessa pessoa. É impor a sua realidade a essa pessoa. A maior vingança de um personagem é ter vida real e eu tenho vida real e você não suporta essa vingança. Toda a sua inteligência não foi capaz de colocar roteiro no mundo e então você anda por aí com suas olheiras e enjôos e medos e dores nas costas e cinismos e maldades. Como se todo mundo te devesse desculpas por não estar se movimentando de acordo com a sua direção. O amor é bem mais humilde que isso. Isso é desejo e desejo torto. E porque ainda não é amor, você cava a terra como um cachorro que precisa esconder o ossinho da dor. Você quer roer eternamente o seu vazio escondido no lugar onde sua flor idealizada nunca nasce e nem nunca vai nascer."

[Tati Bernardi]

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Para o amor, um banco de praça já basta. Ou ficar na frente do portão. Ou uma xícara de café. Amor é mesmo um filme de baixo orçamento." [ Fabrício Carpinejar]

Postado por Flá às 14:11 0 comentários





"Foi e foi e foi. Aquilo que dizem sobre o que é ser.Simplesmente fomos e continuamos sendo. Vejo você me olhar sabendo que, inexplicavelmente, justo eu, te aceito seja lá como for. Você, idem. Não fomos fáceis a nada e nem a ninguém, mas cá estamos!"
[Tati Bernardi]

sábado, 19 de janeiro de 2013

"...Quem tem que ter medo da exposição é criminoso, não gente do bem. Aceitar nossas falhas melhora o nosso humor." [Fabrício Capinejar]

Postado por Flá às 17:38 0 comentários
"Tô pagando pra ver sim, tô com a cara exposta sim, e pode doer o quanto for, podem maldizer o quanto for, o sorriso que eu levo hoje apaga todos os rastros. Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói. Ser feliz não dói."
[Tati Bernardi]



"Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período chamado de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde, olheiras, uma cara amassada e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi um trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega."
[Clarissa Corrêa]

 

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