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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estou trancado em casa e não posso sair...

Postado por Flá às 17:13 0 comentários
...Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar

Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
(...)
E eu odeio Química

Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular

Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical

Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular


Química - Legião Urbana

domingo, 31 de julho de 2011

Sempre precisei de um pouco de atenção,

Postado por Flá às 12:19 0 comentários
acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto. E destes dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos. Esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance. Ninguém vê onde chegamos: os assassinos estão livres, nós não estamos. ♫




sábado, 11 de junho de 2011

Tão correto e tão bonito,

Postado por Flá às 09:48 0 comentários
o infinito é realmente um dos deuses mais lindos! Sei que, às vezes, uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Escrevo-te estas mal traçadas linhas, meu amor

Postado por Flá às 20:15 1 comentários
Querido diário,


Hoje eu me arrependi, acho que foi uma das poucas vezes de arrependimento sincero por algo que deixei passar, mas a culpa talvez não seja totalmente minha, só a maior parte.
Foi o acaso e ele estava ali, parado diante de mim com o sorriso de sempre, o sorriso aberto e meio torto. O sotaque e o tom de voz que nunca mudaram. Ele também não esperava e não havia muito que fazer, muito menos falar, talvez até tivesse, mas não naquela hora em que a memória faltou. Talvez pudesse ter sido algo assim...

“Olá, como eu senti saudades!
Como você está? Não imaginava te encontrar para aqui, de verdade, estou só de passagem bem rápida e parei para descansar um pouco que fosse. Comer algo talvez, por que não?
É, foi ótimo te ver também, parece que o destino gosta da gente, de nos aproximar um pouco de vez em quando.”

Mas isso não aconteceu. Então talvez me reste apenas isso, agora...

“Oi, eu adorei te ver, de verdade.
Queria que o momento tivesse durado mais, queria mais que um aperto de mão, talvez um abraço como o outro de tempos atrás. Queria te chamar de amor da minha vida como você pediu – apesar de eu ter te dado certeza de que não é bem assim!
Sei, não adianta reclamar agora, mas eu queria!”

É, eu só espero que um dia eu posso arrumar tudo isso, que esse dia chegue logo e que ele dure mais que outros dias passados.


Trecho de "Diário de Adoclescente" por Flávia Roveri
 

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