Mostrando postagens com marcador José Saramago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador José Saramago. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2015

Aqui.

Postado por Flá às 20:55 0 comentários
"Aqui o mar acaba e a terra principia. Chove sobre a cidade pálida, as águas do rio correm turvas de barro, há cheias nas lezírias. [...] Então vamos, disse Fernando Pessoa, Vamos, disse Ricardo Reis. O Adamastor não se voltou a ver, parecia-lhe que desta vez ia ser capaz de dar o grande grito. Aqui, onde o mar se acabou e a terra espera."

José Saramago in O Ano da Morte de Ricardo Reis

terça-feira, 1 de julho de 2014

“Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne e sangra todo dia.” [José Saramago]

Postado por Flá às 17:26 0 comentários



"Tomara que a neblina das circunstâncias mais doídas não seja capaz de encobrir por muito tempo o nosso sol. Que toda vez que o nosso coração resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente posso descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer para ver também um bocadinho do céu."
[Ana Jácomo]

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Das habilidades que o mundo sabe, essa é ainda a que ele faz melhor: dar voltas." [José Saramago]

Postado por Flá às 15:06 3 comentários

O mundo dá voltas e, segundo Saramago, essa é a maior qualidade, talvez eu não devesse discutir, me restasse apenas concordar, afinal, quem sou eu? Mas eu preciso dizer que não. Por que, quem sou eu? Mais uma habitante desse universo confuso que gira, gira e gira sem fim...
Eu sou alguém que, sem perceber, rodou com o mundo e perdeu o eixo, se viu fora de rotação de repente por uma questão de segundos! Desejo apenas uma coisa: voltar no tempo! Voltar, girar para o lado contrário e arrumar tudo o que hoje sei que está errado, de ponta cabeça... Fora do eixo de verdade! Tão fora de lugar que hoje já nem sei mais qual é o lugar.
Eu queria não meter os pés pelas mãos de novo, não achar que o mundo vai acabar; eu queria ouvir outra vez alguns conselhos, repensar algumas atitudes, reencontrar pessoas.
Reencontrar amizades perdidas na linha do tempo, às vezes até, infelizmente, esquecidas por um acaso que não é tão acaso assim. Um tempo que passou e eu não soube acompanhar para dar valor no que merecia realmente, no que era bom e valia a pena!
São brincadeiras, risadas, conversas, desabafos, confissões e sentimentos que infelizmente estão soltos ao vento que passou e não volta...
Não volta, porque o mundo em si, não gira tão precisamente para tudo se encaixar de novo como tinha que ser, ou pelo menos eu acho que tinha...


 

Pensamentos soltos Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos